domingo, 6 de julho de 2008

Resenha sobre o filme "Desmundo"


Inspirado no romance de Ana Miranda de mesmo nome, Desmundo conta a história de uma jovem portuguesa, órfã, juntamente com outras, mandada para a América portuguesa colonial do século XVI, com o objetivo de desposarem os colonos.

Oribela e as demais órfãs são levadas para um lugar onde são oferecidas a seus pretendentes por uma intermediaria. A personagem principal, que se mostra muito religiosa, apresenta-se muito contrariada com a situação em que se encontra e, chegada a sua vez, quando em contato com aquele que a desposaria, dá-lhe uma cusparada no rosto, conseguindo a desistência do pretendente.

Em 1552, o padre Manoel da Nóbrega solicita ao rei de Portugal que envie a América colonial portuguesa órfãs de boa cepa ou, na falta destas, quaisquer outras mulheres brancas, para que os homens casem e vivam em serviço de Nosso Senhor. No seu trabalho “Repensando a família patriarcal brasileira – notas para o estudo das formas de organização familiar no Brasil”, Mariza Corrêa demonstra essa falta de mulheres brancas, quando faz referência a miscigenação resultante do cruzamento entre brancos e índios, que em alguns lugares como São Paulo era significativa. Além disso, aos funcionários da Coroa portuguesa só excepcionalmente era permitido fazer-se acompanhar de suas famílias. Aponta também que essa falta não pode ser estendida a todo período colonial, nem a todas as regiões. O exemplo ainda de São Paulo é lembrado quando a autora diz que nessa região, em certas épocas, as mulheres livres mantiveram uma constante superioridade numérica sobre os homens livres. Vale destacar, no entanto, que o fato demonstrado pelo filme não se dava para qualquer homem, mas para aqueles que possuíam recursos.

Oribela, no entanto, desejosa que era de retornar a sua pátria, não consegue furtar-se ao matrimônio. Aparece-lhe um pretendente que a desposa e, quando seu marido, Francisco de Albuquerque, vai consumar o casamento através da união sexual esta lhe pede tolerância a fim de que se acostumasse com a presença do marido e, conseqüentemente, desenvolvesse uma relação de afeto.

O filme mostra a propriedade de Francisco de Albuquerque onde mora com a mãe e uma criança com problemas mentais. A mão de obra utilizada na fazenda consistia em índios capturados nas florestas. Estamos respirando o Antigo Regime nesse momento, e com aquele esquema de ordenação da sociedade, o trabalho braçal era mal visto, uma ocupação inferior. John Manuel Monteiro, na sua obra “Negros da terra, índios e bandeirantes nas origens de São Paulo” descreve-nos os assaltos que os colonos faziam a centenas de aldeias indígenas em várias regiões, trazendo milhares de índios de diversas sociedades para suas fazendas e sítios na condição de “serviços obrigatórios”. Chegou a formar-se um sistema de abastecimento de escravos indígenas, que foi inclusive estimulado pelas autoridades régias, em conluio com os colonos de São Vicente, Santos e Rio de Janeiro. O autor aponta que a principal função das expedições de apresamento residia na reprodução física da força de trabalho e não no abastecimento dos engenhos do litoral, embora alguns nativos tenham sido entregues aos senhores de engenho.

Um dos personagens do filme é um padre jesuíta que, num determinado momento, numa visita realizada à propriedade de Francisco de Albuquerque polemiza com este por conta da sua vontade manifesta de levar consigo alguns filhos de índios ainda crianças. Os jesuítas participaram, juntamente com os colonos, dos debates em torno da escravidão indígena. Ronald Raminelli em “Imagens da colonização – A representação do índio de Caminha a Vieira” mostra-nos que, por princípio, os religiosos defendiam a potencialidade dos índios para receber a conversão, ao contrário dos colonos que enfatizavam a inviabilidade da catequese e a adequação dos nativos para o trabalho escravo. John Manuel Monteiro, na sua obra já acima citada, diz que os jesuítas, contando com o apoio de poderosas forças nas colônias e nas metrópoles, conseguiram levar o problema das missões ao Governador do Brasil, ao rei Filipe IV e ao papa, de quem conseguiram a publicação de um breve em que se denunciavam as atividades dos preadores paulistas e paraguaios. A publicação deste não foi suficiente para coibir os paulistas, que voltam a atacar outras missões.

Temos também no filme um cristão-novo português no filme chamado Ximeno Dias, mercador que dentre outras atividades, participava do apresamento de índios. A América colonial portuguesa recebeu significativa quantidade de cristãos-novos.

Oribela faz uma tentativa de fuga após ser estuprada pelo seu marido, cuja tolerância com a espera que esta lhe solicitara foi perdida. Sai pelo mato Oribela e orientando-se sabe lá como, eis que topa com o mar, um prodígio para uma jovem que não conhecia direito a região! Lá aborda alguns homens que estavam na praia, pedindo-lhes que a levem de volta para Portugal. Seu marido nota-lhe a ausência e sai a sua procura, encontrando-a em situação de perigo, já que estava prestes a ser estuprada pelos homens, que são mortos por Francisco de Albuquerque.

Levada de volta à propriedade de seu esposo, fica acorrentada recebendo cuidados de uma índia que busca, inutilmente, comunicar-se com ela, por conta da barreira lingüística. Lembramos o trabalho de Tzevetan Todorov, “A conquista da América – a questão do outro”, onde, a respeito dessas dificuldades na comunicação, diz que aos gritos dos espanhóis que desembarcavam na península, os maias teriam respondido: “Ma c´ubah than, não compreendemos as suas palavras”. Os espanhóis entendem Yucatán, e decidem que é o nome da província.

Aos poucos, Oribela consegue reaver a confiança de seu marido, começa a perceber e se relacionar com seus parentes. O filme insinua uma relação incestuosa entre mãe e filho em alguns diálogos, e a presença da menina excepcional somada a falta de referências a respeito de seu pai são indicativos de que ela fosse filha de Francisco de Albuquerque. Suspeita que se afirma também no distanciamento que procura manter da cidade, passando boa parte do tempo em sua propriedade.

Em “Trópicos dos pecados: moral, sexualidade e Inquisição no Brasil colonial” Ronaldo Vainfas nos diz que a Inquisição seria recriada na Itália em 1542, pouco antes do início do Concílio de Trento, assumindo os mesmos objetivos da Contra-Reforma, quais sejam, conter o avanço do Protestantismo na Península, combater os saberes eruditos que extrapolavam os preceitos do Catolicismo e perseguir as manifestações da cultura e religiosidade populares irredutíveis aos dogmas da Igreja. Em Portugal, o Santo Ofício se organizou como tribunal eclesiástico diretamente subordinado à Monarquia. Possuía também uma conhecida obsessão anti-semita. A sistemática perseguição dos chamados cristãos-novos – judeus convertidos ao Cristianismo e suspeitos de “judaizar” em segredo – respondeu pela grande maioria dos réus processados e executados entre o último quartel do século XV e a segunda metade do XVIII.

Em certos casos, o Santo Ofício transformava atos sexuais ou moralidades cotidianas em matéria heretical, presumindo haver desvio de fé onde só existiam desejo, valores morais ou comportamentos sociais não condizentes com as regras éticas do Catolicismo.

Diante da aproximação do cristão-novo Ximeno Dias à propriedade de Francisco de Albuquerque, Oribela começa a demonstrar interesse por ele, no que se mostra correspondida. Oribela procura fazer com que Ximeno consiga-lhe colocar num navio de volta à Portugal. Ela foge da propriedade de Francisco e mantém-se escondida no estabelecimento do cristão-novo por algum tempo. Diante da suspeita que o marido manifesta da participação de Ximeno na acolhida de sua esposa vai ao encontro deles que fogem, mas são alcançados pelo marido na praia, protagonizando uma cena de desafio em armas, no qual o marido de Oribela leva a melhor, retornando com sua esposa. Na passagem de tempo do filme, Oribela está dando a luz a uma criança e, após isso, realizando os preparativos de uma mudança. Assim termina o filme!

Dos aspectos que nos chamaram a atenção negativamente não foram tantos, mas houveram. Apontamos a relativa autonomia de Oribela, demonstrada no filme pelo pedido de paciência ao marido para a primeira relação sexual e também a complacência deste no que respeita às duas tentativas de fuga. Algo que não ficou muito claro no filme foi a presença de autoridades naquela região. Ela é sugerida na cena da escolha das jovens pelos pretendentes, mas de forma muito obscura. Pontuamos também a facilidade de orientação espacial de Oribela, sua capacidade de, a despeito de não conhecer o lugar, orientar-se por ele tão bem a ponto de, na primeira fuga, conseguiu atingir o mar, com direito à esperança de um navio e tudo! Evidentemente forçamos a mão nas críticas, já quem o historiador ou o estudante de história é aquele “chato” que fica encontrando senões em tudo que analisa. Sabemos tratarem-se das famosas “licenças poéticas” que os autores se permitem, a fim de tornarem a história mais apresentável, suave talvez. 

Se gostamos de criticar, elogiar merecidamente também apreciamos. A novidade de assistir um filme nacional legendado foi interessante. O português usado, arcaico, traria dificuldades para o grande público, já que este não era um filme que se pretendia só para historiadores. Este conhece as dificuldades com os documentos redigidos dessa forma. Falado, o português arcaico ajudou a criar a atmosfera do filme, o ambiente onde os personagens se movimentavam. Ajudou-nos a “mergulhar” um pouco, melhor, ajudou-nos o esforço de imaginação histórico para aquela época, já que a reconstituição perfeita de épocas passadas, como é sabido por nós, não é realizável.

É um filme que não é facilmente encontrado em locadoras, talvez porque muitos não o considerem atrativo, já que ele pede do espectador informações, conhecimentos históricos em algumas referências que fazem os personagens em seus diálogos. Teorizamos a partir de agora. Quem sabe isso não possa ser uma ponta do “iceberg” que poderíamos chamar de “indiferença pelas memórias de um povo”? Vivemos, no entanto, e isso nos favorece, numa época onde o gosto pela história está ganhando terreno. A procura pelo curso nas Universidades aumentou, publicações mensais de revistas sobre o assunto, com boa aceitação pelo mercado, devem estimular-nos os esforços. Devem essas ferramentas, como o filme Desmundo, serem utilizadas na prática do ensino.

Desmundo vale a pipoca e o guaraná, porque abre janelas para a exploração de vários assuntos ligados à história mundial e, particularmente, à brasileira.

27 comentários:

Brunna disse...

realmente Desmundo é uma obra linda, pois se você não leu o livro, procura tê-lo em suas mãos é apaixonante.
E eu que ainda não tinha tomado conhecimento do filme, (qdo lia o livro pensei que ele daria um otimo roteiro de um filme )agora que eu o sei , vou procurá-lo. ;D
abraços

Nathalia disse...

Bruna filha;
vc pode ter gostado do livro. Realmente o livro nunca ´r igual ao filme PORQUE O FILME É HORROROSO, VERDADEIRO LIXO e tem razão de quando as pessoas falam mal dos filmes brasileiros porque só tem pornografia, a parte do crime das favelas lembrando que a vida na favela não é só a criminalidade tem muita gente honesta que vale bem mais que muitos que moram nos grandes centros e condominios de luxo.
Claro que toda regra tem sua excessao pois OLGA é maravilhoso entre outros filmes que vi. Mas essa porcaria de desmundo é tão ruim quanto carlota joaquina.

Anônimo disse...

estou triste, pois eu esperava mais desse filme é um verdadeiro lixo visual...... sem escrúpulo..o pior é que tenho que escrever um ensaio sobre esse lixo....

filme o desmundo disse...

Esse filme foi muito pobre de conteúdo acadêmico, uma verdadeira pornografia, de nada aproveitou para uma pesquisa crítica.

Anônimo disse...

Depois de ler os comentários, fiquei confusa: imagino que, sendo filme nacional, não há como ser tudo o que a resenha apontou de positivo. Porém, há uma distância abissal entre o que o autor do blog postou e os comentários.
Tentarei conseguir o dvd aqui em Minas e assistir e avaliar.
Imaculada Vale - lorenawicca@yahoo.com.br

Renato M disse...

"imagino que, sendo filme nacional, não há como ser tudo o que a resenha apontou de positivo."

Que coisa deprimente de se ler.

E essa visão batida de que "filme brasileiro é só pornografia" é tão cansativa. Parece que nós inventamos a nudez!

Não dá pra levar a sério uma opinião sobre cinema de quem adorou Olga. Tirando a bela fotografia, a bela protagonista, o filme é horrendo. Não existem diálogos, só discursos. Os personagens vão ao banheiro explicando didaticamente ao espectador o momento histórico, de uma forma ridícula.

Parabéns pela análise sobre Desmundo.

Caroline Vilar disse...

Não que o filme é horroroso, vocês tem que saber que na época era assim, a mulher era submissa ao homem e a única coisa naquele época que elas serviam era como objeto sexual e pra procriação. Tem uma cena que mostra que quando Oribella é capturada pela primeira vez que o homem dá uma lambida no rosto dela, como objeto de desejo. Isso que o filme quer passar, não é que o filme só tenha cenas de sexo, uma coisa não se passa cenas inapropriadas, passam cenas que dá pra se entender que está acontecendo um ato sexual. Então para grande historiadores ou até pra alunos que estudaram sobre esse assunto do colonizadores quando chegaram ao Brasil vão entender muito bem o que o filme ' Desmundo ' quis passar para o público. Só para vocês perceberem esse é uns dos filmes que os professores de Direito recomendam para os alunos assistirem.

Dinorá disse...

Caroline,
Foi muito legal o seu comentário! Estava na dúvida sobre ler/ver o filme, agora vou fazer os dois. Estou à procura porque foi exatamente um trabalho do meu professor na disciplina de Historia do Direito, mesmo gostando muito da resenha do Marco Aurélio, estava em dúvida depois de ler esses vários comentários, depois de ler o seu me ajudou muito agora vou assistir o filme. Obrigada!

LUCINHA disse...

LUCIA, ESTUDANTE DE DIREITO.

O filme Desmundo é um drama, mostra apenas verdades sobre o séc XVI, o que a autora quis mostrar era o que se passava nesta época.Ex: a mulher tratada como objeto, não podia sair de casa e só vivia para servir ao marido, deveriam permanecer casados até a morte, até porque não tinham outra opção como mostra o filme, se tivessem uma relação extra conjugal, o marido tinha o direito de matar a esposa e o amante. No filme o incesto passa de forma subentendido, assim, como a lesbiedade. é nescessário prestar muita atenção no filme. pelo fato de o incesto e a lesbiedade afetarem a moral, os personagens não afirmam o que realmente acontece, fica subentendido e devemos prestar muita atenção para que se entenda realmente o filme.

Ramssés Silva disse...

O filme é muito bom, sim. Reconstituição histórica impecável, principalmente nos figurinos e no cenário. Retrata como nenhum outro filme essa "nebulosa" época de nossa história, negligenciada por muitos...

O pecado do filme consiste nos longos trechos enfadonhos sem dinamicidade. Fora isso, apesar de não ter toda a profundidade do livro, o filme é bom.

O charme está nos diálogos em português arcaico, que dão maior veracidade à reconstituição histórica, e no modo de vida dos nossos primeiros colonizadores.

O filme é muito bom. Comparar com Olga é desconhecer os critérios cinematográficos; a maioria desses filmes da Globo Filmes são cheios de clichês e atuações caricatas dos atores.

Em Desmundo, Osmar Prado é simplesmente fantástico!

Anônimo disse...

Ai, agradeço profundamente quem teve o bom senso de compreender o filme não apenas como uma narrativa/fotografia histórica do início de nosso Brasil colonial.
O diretor apresenta o filme da perspectiva que ele quiser. E o filme é super pesado mesmo, pesado tanto quanto a minissérie "A Muralha", por exemplo - produção da Globo.

E, venhamos e convenhamos, gente. "Olga" (??). Mesmo? Bom filme?

Anônimo disse...

Gostei de desmudo, o vi como fatos que nos coloca na realidade do inicío do brasil colonial.

Anônimo disse...

O filme,não tem enrredo,classico de produção brasileira,são poucas as informações históricas,nem as cenas de sexo são bem aproveitadas,porque sexo mesmo não vi,o que eu observei foi cena de estrupo;e violencia sexual.Se fosse para julgar atraves de nota a minha nota seria zero. AARC

Anônimo disse...

Que filme merda só assisti porque meu querido professor de história do direito me obrigou a assistir e esta bosta vai me dar um ponto.sem comentarios nunca assisti um filme tão ruim.Sem contar a pedofilia que rola no filme.Obrigado pela indicação professor WILLIANS.

Anônimo disse...

BRUNA E NATHALIA VCS SÃO CORAJOSAS EM SE IDENTICAR NA CRITICA DESSE FILME RIDICULO,SO PODERIA SER PRODUZIDO POR CINEASTRA BRASILEIRO,NEM FILME PORNO BRASILEIRO SABE PRODUZIR.CONCORDO COM AS CRITICAS DO AARC E COMPANHEIRO ABAIXO,SIMPLESMENTE É UMA BOSTA DÁ NO SACO ASSISTIR ESSE FILME DIGNO DE GANHAR UM SACO DE BOSTA DIARREICA.ASS PAULO CESAR ANDRADE DA SILVA BULHOES-ENGENHEIRO MECANICO RS

Anônimo disse...

filme horrroroso que pessimo gosto galera,como uns gostam dos olhos e outros da remela fica ai para voces que acharão um obra de arte meus mais profundos sentimentos

Anônimo disse...

Particulamente não gostei do filme,levando em consideração do assunto abordado se passar no século XVI os fatos se enquadram no comprotamento e costemes da época.Outro fator que pode ser considerado é a produção brasileira,infelizmente as produções são pobres de enrredos e desenvolvimentos,já é características normais em produções brasileiras,são poucas que a crítica favorece.Apesar do conteúdo ser pobre,acrescentou algum conhecimento para meu campo academico.ALVANI ANTONIO RIBEIRO CARDOSO-ESTUDANTE DE DIREITO UNESA\RJ

thayse disse...

Gente antes de mais nada,vamos parar com a hipocresia de dizer q todo filme brasileiro e ruim por ser simplesmente pornografia.Temos q discernir o real do ficticio,sem contar q o filme retrata outra epoca,e nos mulheres realmente eramos tratadas como objeto pelos homens e infelizmente hj em dia ainda tem deles q tratam as mulheres assim.Entao eu gostei do filme,por nos mostrar um pouco da nossa historia e por terem cenas q nos chocaram,para nos podermos analizarmos o qnt as pessoas daquele periodo historico sofreu.

Anônimo disse...

Marco, parabéns pela resenha. Além de falar de um filme que é uma aula de história, você nos brinda com essas pérolas da historiografia colonial (Vainfas, Todorov, John Monteiro). Sua análise sai do senso comum, trazendo vida inteligente para a net.
Eugênia

Helena Aviz disse...

Parabéns pela análise de Desmundo. O filme e o livro sãos bons, é claro que o filme leva os créditos do diretor, como voce mesmo falou! Mas a obra é a cara da realidade colonial, para aqueles que entendem um pouco da história do Brasil certamente esse filme mostra recortes muito ricos que nos levam a entender a formação do povo brasileiro, e como voce citou, Vaifas confirma esse processo histórico! Helena Aviz - Historiadora Tracuateua Pará

Marco Aurélio disse...

Essa resenha eu fiz no 2º Semestre de 2005 para um trabalho de História do Brasil I, disciplina ministrada pelo Prof. Luciano Raposo Figueiredo (da Revista de História da Biblioteca Nacional), no curso de graduação em História na UFF (Niterói/Rio de Janeiro). Resolvi publicar boa parte dos trabalhos da graduação em História para serem úteis a alguém.
Abraços para todos que leram, que tenham gostado do filme/da resenha, ou não.

Anônimo disse...

Não é um filme horrivel como todo mundo falou.... E um ótimo filme mostra a realidade dakele tempo.. Tem muita pornografia mais isso não tem nada a ver.... Amei o filme...

Anônimo disse...

Os brasileiros, com nosso complexo de vira-lata, aprenderam, anos a fio, a receber enlatados e contos totalmente sem lógica histórica ou moral vindos principalmente dos EUA; isso nos fez sermos muito negativos com o que é produzido aqui.

Anônimo disse...

Senhores e senhoras, o filme Desmundo é um ótimo filme, visto tanto pela pespectiva histórica quanto artística, não queiram comparar com o que é produzido nos EUA, nós temos nossa forma de fazer filmes, a Índia tem a dela e etc. Pare de olhar a cultura nacional pelos olhos estrangeiros, somos brasileiros, se não reconhecermos e valorizarmos nossa cultura, quem mais irá fazer isso? Os EUA com seus filmes toscos? Bem, Desmundo foi de grande ajuda para nossos trabalhos da UFBA, assim como o livro, desde que foram lançados. Mesmo sendo uma droga, ou merda ou sei mais lá o que como se dirigiram ao cinema brasileiro, prefiro tudo isso, à uma cultura enlata estrangeira que nos é empurrado guela a baixo todos os dias, alienando nossa cultura que é riquíssima, plural e singular. Prefiro um tonelada de merda cinematrográfica brasileira do que um grão de preciosidade cinematográfica estrangeira.

Anônimo disse...

Achei o filme bem pertinente ao que se propôs: retratar o momento histórico e a situação degradante do ser humano, principalmente das mulheres, nos primeiros anos do Brasil colonial. Só achei que alguns trechos poderiam ter sido mais desenvolvidos, no entanto, o filme é fantásticos, mas requer uma maior atenção, conhecimento do contexto e compreensão artística do que a maioria dos filmes da atualidade.

Anônimo disse...

Assisti ao filme várias vezes. Para mim, foi revelador. Uma época sombria, contada nos livros didáticos de forma a privilegiar a ótica do colonizador. O filme, por outro lado, mostra que o rude, o violento, o impuro, o incivilizado não era o indígena, mas sim o colono português. Parabéns pela resenha! Carol Mercante

Cintia sousa andrade disse...

Que povo idiota, não entende as pretensões do filme, e faz crítica sem entender... o filme pegou leve com as cenas de nudez, acredite era bem pior mulheres eram sim, estupradas pelos seus maridos.