quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Visão Espírita do Carnaval

Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2017.

Visão Espírita do Carnaval
(Palestra apresentada na Reunião Pública do Grupo de Caridade Deus, Luz e Amor, instituição espírita do bairro de Benfica, na cidade do Rio de Janeiro)

         Em 1994, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira levou, à Sapucaí, um enredo sobre Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia. Na voz do saudoso cantor Jamelão, o samba-enredo começava assim: “Me leva que eu vou/ Sonho meu/ Atrás da verde e rosa/ Só não vai quem já morreu...” [1]. Por que só não vai quem já morreu? O que impede aqueles que desencarnaram de irem atrás da verde e rosa ou de qualquer outra escola de samba? Por que não poderiam ir “pular o Carnaval” nos blocos, nas festas de rua ou nos clubes e salões? Porque não possuem, mais, um corpo físico? Ora, isso não é problema. Não foi Jesus quem disse que “onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”? (Mt 6.21). Vale pra isso também. Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos”, estudando as recordações das existências corpóreas, diz que aos Espíritos vulgares (comuns, que não se destacam), são os que mais sentem satisfação em estarem no planeta Terra, entre os encarnados. Segundo ele, esses Espíritos

Conservam quase que as mesmas ideias, os mesmos gostos e as mesmas inclinações que tinham quando revestidos do invólucro corpóreo. Metem-se em nossas reuniões, negócios, divertimentos, nos quais tomam parte mais ou menos ativa, segundo os caracteres. Não podendo satisfazer às suas paixões, gozam na companhia dos que a elas se entregam e os excitam a cultivá-las. [2]

         Percebemos, então, que a morte não transforma a maneira de ser e de pensar de ninguém. Despertamos, no Mundo Espiritual, conforme vivemos aqui, com os mesmos gostos, as mesmas tendências e inclinações, as mesmas virtudes e defeitos. Seremos lá o que somos aqui. Dessa forma, aqueles de nós que, muito ligados, mental e emocionalmente, à vida material, aos seus prazeres e gozos, permaneceremos vinculados a ela, sem um corpo físico, intrometendo-nos nas atividades com as quais nos identificamos. Todos de nós que mantivermos, enquanto encarnados, nosso gosto pelas bebidas alcoólicas, pelo cigarro de tabaco ou de maconha, pela cocaína ou pelo crack, por calmantes ou estimulantes – também drogas – prescritos por médicos, sentiremos, quando desencarnados, necessidade dessas substâncias. Mas a dependência ou o vício não são, apenas, de natureza química. Se, enquanto encarnados, formos viciados em sexo, fofoqueiros, rancorosos, levaremos esses defeitos para o Mundo Espiritual. Em razão disso, porque muito ligados, ainda, à vida física, buscaremos a companhia dos encarnados que se entregam a todas essas práticas e, provavelmente, por ligação mental, vamos estimulá-los a que se entreguem, ainda mais, a realizarem aquilo que gostamos. Assim, aqueles Espíritos que, enquanto encarnados, gostavam do Carnaval e tudo relacionado à festa – o que procuraremos comentar ao longo desse estudo – buscarão a companhia dos encarnados que são como eles.

         Buscando o significado da palavra “Carnaval” num dicionário de etimologia (que estuda a origem e a evolução das palavras) lemos que ela vem do latim clássico carnem levare ou carnis levale, que significa na tradução literal “abstenção da carne”. Levale significaria “tirar”, “levar” ou “afastar”. Alguns estudiosos do assunto diriam que o segundo elemento da palavra seria formado, na realidade, pela palavra vale, que significa “adeus”, formando o significado de “adeus à carne”[3]. A explicação estaria relacionada ao fato de que o Carnaval é comemorado no período que antecede à quaresma pascoal, quando se deveria praticar a abstenção de carne, prática ligada aos rituais da Igreja Católica.

O Espírito Bezerra de Menezes, no livro “Nas fronteiras da Loucura”, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ditado pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, fala em “carne nada vale”, “cuja primeira sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval”[4]. Refere-se à postura daqueles que, participando dos abusos que são possíveis na festa, não respeitam o próprio corpo físico, instrumento precioso de realizações e crescimento espiritual.

A historiadora Rachel Soihet, num artigo publicado na Revista Tempo (do Departamento de História da UFF), analisa alguns estudos das ciências humanas sobre o Carnaval. O primeiro que ela aborda é o de Julio Caro Baroja. Para ele, a festa não teria uma origem pagã, ainda que, nele, permanecessem incluídas várias festas com essa origem e que também aí se destacassem os “valores pagãos da vida”, contrastando com o período de exaltação do sofrimento e do luto da quaresma. Entende que o Carnaval seria “filho dileto do cristianismo”, uma vez que a forma com que se apresenta desde a Idade Média europeia está ligada à ideia de quaresma. Para ele, “a alegria e os excessos do carnaval só tem sentido como catarse preparatória para justificar a entrada na quaresma”[5]. Assim,

a razão de tudo isso estaria numa busca do equilíbrio social, baseando-se num ou mais períodos de desequilíbrio aparente, durante os quais a sociedade se precipita de um extremo ao outro. Tese conservadora do carnaval como força estabilizadora, destinada à manutenção da ordem (...).[6]

         Mikhail Bakhtin, filósofo e pensador russo, pelo contrário,

remonta ao paganismo para explicar as origens desta festa, considerando-a inserida na cultura popular de vários milênios; para ele, é nítida a identificação do carnaval com as saturnais romanas, cujas tradições permaneceram vivas no carnaval da Idade Média. [7]

         Além disso, o autor diz que as festas religiosas na Idade Média possuíam um aspecto cômico, popular e público. Mesmo “as cerimônias e os ritos civis da vida cotidiana eram acompanhados pelo riso, quando os bufões e os “bobos” assistiam às funções do cerimonial sério e parodiavam seus atos” [8]. Criavam uma espécie de segundo mundo e uma segunda vida ao lado do mundo oficial, com seu tom sério. Esse filósofo tenta estabelecer uma relação desses fatos com um passado mais remoto. Segundo ele, nas etapas mais primitivas da história humana, quando não havia classes sociais nem Estado,

ocorria plena igualdade entre os aspectos sérios e cômicos da divindade, do mundo e do homem. Ambos eram sagrados e oficiais. (...) Com o regime de classes e do Estado, não há como manter direitos iguais para ambos os aspectos; modifica-se o sentido das formas cômicas, que adquirem um caráter não-oficial, transformando-se em formas fundamentais de expressão da sensação popular do mundo, da cultura popular. [9]

         Para ele, as festas oficiais, comandadas pelos donos do poder, serviam para reforçar e sancionar o regime em vigor. As diferenças da hierarquia eram destacadas intencionalmente, sendo a finalidade delas a consagração da desigualdade. “O carnaval, por outro lado, era sinônimo de liberação e abolição de hierarquias, privilégios, regras e tabus”[10].

         No ano de 1939, Chico Xavier recebeu duas mensagens sobre o Carnaval. A primeira delas pelo Espírito Humberto de Campos, em Março, que foi publicada no livro “Novas Mensagens”, editado pela FEB. A outra, em Julho de 1939, pelo Espírito Emmanuel. Nas duas mensagens os autores espirituais lastimam que os governantes apoiem a realização da festa. Não por acaso. Na década de 1930, o Carnaval foi institucionalizado pelo governo de Getúlio Vargas e o samba passou a simbolizar a música nacional. O governante queria pegar carona na popularidade do ritmo musical que, também, fortaleceu-se durante o período.

         Descrevendo o panorama espiritual da cidade do Rio de Janeiro durante o período do Carnaval, Manoel Philomeno de Miranda fala-nos em “densas nuvens psíquicas de baixo teor vibratório que encobriam a cidade”[11]. Segundo ele,

as mentes, em torpe comércio de interesses subalternos, haviam produzido uma psicosfera pestilenta, na qual se nutriam vibriões psíquicos, formas-pensamento de mistura com entidades perversas, viciadas e dependentes, em espetáculo pandemônico, deprimente.[12]

         Formas-pensamento são criações mentais. Quando pensamos, nossos pensamentos criam formas que são mais ou menos duráveis, conforme o nosso empenho em alimentá-las, ou seja, ficarmos pensando direto, durante muito tempo naquilo. Vibriões psíquicos são semelhantes a micróbios físicos e resultam da viciação mental e/ou emocional da consciência, em atitudes ou pensamentos desequilibrados. Essas nuvens psíquicas descritas pelo Espírito são o resultado dos pensamentos viciosos dos encarnados somados ao dos desencarnados que lhes compartiam a experiência no Carnaval. Manoel Philomeno de Miranda diz-nos que “as duas populações – a física e a espiritual, em perfeita sintonia – misturavam-se, sustentando-se”[13]. Lembram-se do que falou Kardec? Os Espíritos ligados à vida material, apegados aos seus prazeres, sentem falta deles e procuram encarnados que possuam as mesmas tendências e os mesmos gostos que eles para incitá-los a buscar os prazeres que sentem falta.

O ambiente espiritual era tão ruim e a quantidade de desencarnados participando da festa era tão grande que Manoel Philomeno de Miranda assim descreve:

A multidão de desencarnados, que se misturava à mole humana em excitação dos sentidos físicos, dominava a paisagem sombria das avenidas, ruas e praças feericamente iluminadas, mas cujas luzes não venciam a psicosfera carregada de vibrações de baixo teor. Parecia que as milhares de lâmpadas coloridas apenas bruxuleavam na noite, como ocorre quando desabam fortes tempestades.
Os grupos de mascarados eram acolitados por frenéticas massa de seres espirituais voluptuosos, que se entregavam a desmandos e orgias lamentáveis, inconcebíveis do ponto de vista terreno.
Outros, compostos de verdugos que não disfarçavam as intenções, buscavam as vítimas em potencial para alijá-las do equilíbrio, dando início a processos nefandos de obsessões demoradas. [14]

            O ambiente espiritual era tão denso e tão pesado que o autor espiritual, para nos fazer entender o que via, comparou-o a uma noite de chuva quando vemos, muito mal, as lâmpadas dos postes. Para além dos Espíritos que, apegados aos prazeres da vida material, buscavam os foliões para tentarem desfrutar, com eles, destes prazeres, temos outros Espíritos que, mal intencionados, buscavam aproximar-se das pessoas para prejudica-las, retirando-lhes o equilíbrio, a fim de darem início a processos de natureza obsessiva. O desequilíbrio de um instante pode comprometer-nos seriamente. Quantos cometem crimes porque não souberam controlar-se? Quantos matam ou espancam porque não tiveram um pouco mais de paciência? Nossas ações, por simples que nos possam parecer em dado momento, podem gerar efeitos duradouros para nós e para nossas eventuais vítimas que não nos perdoem.

         Por que os Espíritos maus investem contra nós? Allan Kardec, na pergunta 465 indaga aos Espíritos que colaboraram na elaboração de “O Livro dos Espíritos”:

465. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
“Para que sofrais como eles sofrem”.
a) – E isso lhes diminui os sofrimentos?
“Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.”
b) – De que natureza é o sofrimento que procuram infligir aos outros?
“Os que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de estar afastada de Deus.”
466. Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?
Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas, outros te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos.” [15]

         Além disso, Manoel Philomeno de Miranda fala-nos que muitos foliões que se vestem de forma grotesca e assustadora foram obter inspiração para suas fantasias e máscaras

em visitas a regiões inferiores do Além, onde encontraram larga cópia de deformidades e fantasias do horror de que padeciam os seus habitantes em punição redentora, a que se arrojavam espontaneamente.
As incursões aos sítios de desespero e loucura são muito comuns pelos homens que se vinculam aos ali residentes pelos fios invisíveis do pensamento, em razão das preferências que colhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo. [16]

         Mais uma vez, onde está o nosso tesouro, estará o nosso coração. Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos” estuda a “Emancipação da alma”. Pergunta, então, aos Espíritos nobres se, durante o sono, a alma permanece repousando junto ao corpo físico, ao que eles respondem que

Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. [17]    
  
         Assim, através do sono, pelos sonhos, estamos em relação com os Espíritos com os quais simpatizamos, com os quais temos afinidades. Quando somos bons e temos interesse real e compromisso efetivo com nosso crescimento espiritual, quando dormimos, vamos encontrar-nos com os Bons Espíritos, superiores a nós, que nos levam para reuniões onde estudamos e, na medida de nossas possibilidades, ajudamos-lhes em algumas atividades que desenvolvem. Por outro lado, se levamos a vida “na flauta”, descompromissados com nosso próximo, vivendo egoisticamente apenas para nossos prazeres e satisfações materiais, vamos, quando dormirmos, entrar em contato com os Espíritos que tenham os mesmos gostos e os mesmos defeitos que nós. Assim, se formos viciados em bebidas, drogas ou sexo, estaremos na companhia daqueles Espíritos que alimentam os mesmos vícios.

         Ainda sobre as fantasias, o autor espiritual nos conta que alguns deles,

que usam hoje imitações dos trajes antigos, são as próprias personagens que retornam ao proscênio do mundo, falidos lamentavelmente, imitando com carinho e paixão a situação que indignificaram quando a exerciam. Muitos nobres que enlouqueceram na ociosidade, agora meditam em profundas frustrações que os tornam insatisfeitos; monarcas que vulgarizaram a investidura com que mergulharam no mundo para servir, repetem os textos do drama da vida, em situações ridículas, amarfanhados; religiosos que corromperam os altos compromissos, ora estão crucificados nos madeiros invisíveis dos problemas íntimos que os amarguram; vencedores que se não venceram, neste momento revestem-se de não esquecidas indumentárias, servindo de bufos para as multidões que os aplaudem e criticam, que os invejam e perseguem com os seus preconceitos não menos nefastos; burgueses frívolos que expiam sob duras injunções morais o tempo perdido... [18]

         Deus a ninguém esquece e seus trabalhadores do Bem estão vigilantes enquanto, muitas vezes, nós não estamos. Manoel Philomeno de Miranda conta-nos que os Bons Espíritos, interessados no nosso progresso espiritual, montam postos de atendimento para encarnados e desencarnados em necessidade nesses dias tumultuosos. Segundo ele, existe um posto central, que fica localizado

em praça arborizada, no coração da grande metrópole, com diversos subpostos espalhados em pontos diferentes, estrategicamente mais próximos dos lugares reservados aos grandes desfiles e às mais expressivas aglomerações de carnavalescos. [19]

         O local é o Campo de Santana, no Centro da cidade e o posto tem a direção espiritual de Bezerra de Menezes. Assim, onde haja aglomerações de foliões, estarão, a postos, os trabalhadores do bem no outro plano da vida para socorrer-lhes. Muitos dos Espíritos que aí colaboravam eram ligados a familiares que estavam, ainda, no corpo físico, interessados em auxiliá-los, como também a todos os outros que precisassem. O autor espiritual nos conta que muitos Espíritos, em estado lastimável, davam-se conta, durante o calor da festa,

da inutilidade dos caprichos que sustentava, chorando copiosamente, em arrependimentos sinceros, inesperados. Cansados da busca fútil, despertavam para outros valores, recebendo imediato auxílio, desde que, onde se encontram as necessidades reais, logo surge o amparo próprio distendido em atitude socorrista. [20]

Muitos buscam a festa para que possam esquecer-se dos seus problemas e desafios que, ao final, na quarta-feira de cinzas, estarão lá, esperando-os, da mesma maneira e, talvez, até agravados pelas atitudes insanas que podem ser tomadas durante o período. Encarnados e desencarnados, vinculados que estamos aos erros de muitas encarnações, dos quais temos dificuldades de nos libertar, não sofreremos para sempre. Bezerra de Menezes diz-nos que “saturados pelo sofrimento e cansados das experiências inditosas, o homem, por fim, regenerar-se-á ao influxo da própria dor, e buscará sôfrego fruir o amor que lhe lenificará as íntimas inspirações da alma”.[21]  Ou seja, nos cansaremos de fugir de nós mesmos, dos nossos problemas, e, os encararemos com valor, com propósitos de mudança de vida. A Doutrina Espírita ajuda-nos, enormemente nesse processo, esclarecendo-nos que somos Espíritos imortais, vivendo uma experiência temporária no corpo de carne. As dores e sofrimentos que eventualmente encaremos são instrumentos de resgate de nossos erros do passado e ferramentas de crescimento para a melhoria do nosso futuro. Não estamos sozinhos. Através da prece, podemos estabelecer relações com os Bons Espíritos que vem ao nosso socorro inspirar-nos bons pensamentos e boas resoluções, fortalecendo-nos para as lutas do dia a dia. O exercício do bem fará com que atraiamos a companhia desses Bons Espíritos, afastando-nos, por consequência, dos que nos querem o mal.

No período do Carnaval que se aproxima, que evitemos o tumulto da festa e utilizemos o tempo disponível para descanso do corpo, bem como para estudos e reflexões que possam alimentar a alma nossa alma de conhecimentos novos. Que possamos orar para aqueles que, encarnados e desencarnados, estejam vinculados, ainda, aos festejos. Assim, seremos úteis aos Bons Espíritos e os ajudaremos em suas atividades nesse período tumultuoso que, um dia, o deixará de ser. Quando espiritualizar-nos, quando deixarmos de lado o exagero da bebida, dos vícios de qualquer natureza e equilibrarmos nossas emoções, todas as nossas celebrações e festas terão outro caráter: o de uma alegria pura e sadia, o de uma confraternização de almas que não desejam explorar-se, mutuamente, pelo contrário, que se querem bem e que pretendem compartir a felicidade.


[2]KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, p. 190. (comentário da pergunta 317). Grifos meus.
[3] Disponível em: http://www.dicionarioetimologico.com.br/carnaval/ Último acesso em 17 de Fevereiro de 2017.
[4] FRANCO, Divaldo P. Nas Fronteiras da Loucura. Salvador: LEAL, p. 69.
[5] SOIHET, Rachel. “Reflexões sobre o carnaval na historiografia – algumas abordagens”. Disponível em: http://www.historia.uff.br/tempo/artigos_livres/artg7-8.pdf Último acesso em 18 de Fevereiro de 2017, p. 3.
[6] Idem.
[7] Idem, p. 5.
[8] Idem, p. 6.
[9] Idem.
[10] Idem, p. 7.
[11] FRANCO, Divaldo. Nas Fronteiras da Loucura, op. cit., p. 25.
[12] Idem, p. 26.
[13] Idem.
[14] Idem, p. 67.
[15] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, op. cit., p. 248. Grifos meus.
[16] FRANCO, Divaldo. Nas Fronteiras da Loucura, op. cit., p. 68.
[17] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, op. cit., p. 221. Pergunta 401. Grifos do autor.
[18] FRANCO, Divaldo. Nas Fronteiras da Loucura, op. cit., p. 149.
[19] Idem, p. 69.
[20] Idem, p. 127 e 128.
[21] Idem, p. 72.

Nenhum comentário: